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Setembro amarelo: UNIVE defende ambiente escolar e de trabalho sadio



No Brasil, há um suicídio a cada 45 minutos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS)

No Brasil, há um suicídio a cada 45 minutos. Os dados mundiais indicam que ocorre uma tentativa a cada três segundos e um suicídio a cada 40 segundos. No total, chega-se a 1 milhão de suicídios no mundo. Provocar o fim da própria vida está entre as principais causas das mortes entre jovens, de 15 a 29 anos, e também de crianças e adolescentes.

No esforço para mudar esses números, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu que a data de 10 de Setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. Há quatro anos a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), promove a campanha nacional Setembro Amarelo.
A OMS reconhece o suicídio como uma prioridade de saúde pública. O primeiro relatório sobre suicídio no mundo da OMS “Prevenção do suicídio: um imperativo global”, publicado em 2014, tem como objetivo conscientizar sobre a importância do suicídio e das tentativas de suicídio para a saúde pública e fazer da prevenção uma alta prioridade na agenda global de saúde pública. O documento também incentiva e apoia os países a desenvolverem ou reforçarem estratégias de prevenção ao suicídio em uma abordagem de saúde pública multisetorial.

Trabalho como causa
Os suicídios cometidos no ambiente de trabalho e escolar ganharam os noticiários internacionais principalmente após o ano de 2008, quando foi detectado um crescimento no número de casos na França, em empresas como a France Telecom, a EDF, a Peugeot, a Renault e o Carrefour e de muitos alunos em função do bullying. O problema gerou reação imediata da população, do poder público e também medidas preventivas por parte das empresas.
No Brasil, não há um estudo que sintetize os dados do problema. Alguns pesquisadores têm dedicado tempo em estudos sobre o tema no setor bancário. Teriam sido 253 casos ocorridos entre 1993 e 2005. Em outros setores, os números não são conhecidos.
Para o presidente da UNIVE, João Pedro da Paz, é direito do estudante, do funcionário e dos professores um ambiente de trabalho seguro e saudável.
“São cada vez mais recorrentes – ou ao menos mais frequentemente reconhecidos – os casos de suicídios derivados das condições de trabalho ou escolar, pelas mais diversas razões, que podem variar desde um assédio moral simples até patologias mais crônicas, como a síndrome do estresse pós-traumático e bullying. Há uma imensa dificuldade, porém, de que esses nexos causais sejam reconhecidos, não apenas por dificuldades de ordem cientifica, mas também por resistências de natureza cultural. É preciso vencer essas barreiras e avançar no estudo, no conhecimento e no enfrentamento do suicídio laboral e escolar”, reforça o presidente João Pedro da Paz.